Aviators News
 
S5 Text Fader, Author: http://www.shape5.com
Advertisement
   

   

Usuários do Site

Administradores do Site

Membros On-line

None






Página inicial seta Prof. E. Cabral seta Formação de Gelo
 
Formação de Gelo
24-Abr-2008


A formação de gelo em aeronaves é fator de risco e causa de inúmeros acidentes aeronáuticos.
“No dia 27 de dezembro de 1991, um MD-81 teve que fazer um pouso forçado fora do aeroporto, partindo-se em três pedaços, pouco depois da decolagem. Quando o avião corria na pista e iniciava a rotação para subir, o gelo que se tinha formado sobre as asas desprendeu-se e foi ingerido pelas turbinas, situadas na cauda, que, em conseqüência, pararam.” “O efeito mais devastador da formação de gelo é a modificação do perfil aerodinâmico da asa. Quando se forma gelo, o fluxo de ar é alterado e a sustentação é gravemente afetada. Testes feitos pela FOKKER, no túnel aerodinâmico, mostraram que mesmo uma camada de gelo fina como uma folha de papel faz a sustentação diminuir em 25%....” (Pessoa, L.T., JT, 14/05/92, p.3 – Caderno de Turismo).
O gelo afeta a aeronave interna e externamente; dentro da aeronave o gelo se forma no tubo de pitot, nos carburadores e nas tomadas de ar, diminuindo a circulação do ar para instrumentos e motores; fora da aeronave, há o acúmulo de gelo nas superfícies expostas gerando aumento do peso e resistência ao avanço. Nas partes móveis das aeronaves (rotor e hélices), afeta seu controle e produz fortes vibrações.

CONDIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DO GELO

1)presença de gotículas super-resfriadas;
2)temperatura do ar menor ou igual a 0ºC;
3)superfície da aeronave menor ou igual a 0ºC.
4)camada da atmosfera úmida (T – Td <= 6,0ºC)

 





TIPOS DE GELO
Tipo de gelo Condição da atmosfera Faixa de temperatura
Gelo claro (brilhante, denso e translúcido), cristal, liso ou vidrado (mais perigoso devido à maior aderência e dificuldade de remoção de grandes gotículas superesfriadas) - atmosfera instável ou condicional instável Entre 0ºC e        –10ºC
Gelo escarcha, amorfo ou opaco (granulado, suave e semelhante ao formado no congelador)  - atmosfera instável ou condicional instável Entre –10ºC e –20ºC
- atmosfera estável ou condicional estável entre 0ºC e –10ºC

NEBULOSIDADE ASSOCIADA  
 
Gelo tipo cristal está vinculado ao ar instável e turbulento estando, portanto, associado às nuvens cumuliformes (Cu e Cb), gelo tipo escarcha ocorre principalmente em atmosfera estável e sem turbulência, estando associado à nuvens estratiformes (St, As)

FORMAÇÃO DE GEADAS EM AERONAVES

Quando se choca contra os pára-brisas das aeronaves podem causar grande restrição à visibilidade.
A geada se forma quando a aeronave voa durante muito tempo com temperatura abaixo de 0ºC e depois passa por uma área com temperatura acima de 0ºC contendo água, esta, ao se chocar com a superfície fria da aeronave, cria uma fina camada de gelo esbranquiçada, de aparência de neve.

INTENSIDADE DE FORMAÇÃO DE GELO

A intensidade de formação é dimensionada conforme sua razão de acumulação na aeronave.
Formação Leve – acúmulo lento, não ultrapassando a razão de 1 mm/min; geralmente a evaporação compensa a acumulação de gelo e, portanto, não há problemas operacionais na aeronave.
Formação Moderada – acumulação entre 1 e 5 mm/min. Há a diminuição da eficiência das comunicações, erros nos instrumentos de pressão, pequena vibração e velocidade indicada com perda de até 15%.
Formação Forte – formação quase instantânea, com grande e rápida (de 5 a 10 mm/min.) acumulação de gelo sobre a aeronave, ocasionando fortes vibrações nos motores, alteração nos comandos e velocidade indicada com perda de até 25%. Em poucos minutos pode haver de 5 a 8 cm de acúmulo de gelo nas aeronaves.
Em situações mais graves, a formação de gelo pode determinar a imediata mudança de nível de vôo, devido à ineficiência dos sistemas de combate à sua formação.

EFEITOS DO GELO SOBRE AS AERONAVES
1.Diminui a sustentação;
2.Aumenta a resistência ao avanço;
3.Perda da eficiência aerodinâmica;
4.Perda de potência dos motores;
5.Restrição visual;
6.Indicações falsas dos instrumentos etc.


ÁREAS CRÍTICAS DA AERONAVE EM RELAÇÃO AO GELO

ASAS – modifica o perfil aerodinâmico, aumenta a resistência ao avanço e diminui a sustentação.
HÉLICES – reduz o rendimento e apresenta fortes vibrações.
TOMADAS DE AR (TUBO DE PITOT) – afeta o indicador de velocidade vertical (climb), altímetro e velocímetro.
CARBURADOR – reduz o rendimento do motor e sua potência.
ANTENAS – afeta as comunicações pois aumenta o diâmetro dos cabos e diminui o isolamento em relação ao corpo da aeronave. Em situações extremas, o excesso de peso pode causar a ruptura da antena.
PÁRA-BRISAS
TANQUES DE COMBUSTÍVEL

SISTEMAS ANTIGELO
São divididos em dois tipos: os anticongelantes (anti-ice), que impedem a formação de gelo e os descongelantes (de-ice), que procuram retirá-lo.

SISTEMA MECÂNICO
Evita o acúmulo de gelo, mas não sua formação. Atua por meio de capas de borrachas inseridas nos bordos de ataque das asas e empenagens. Tais capas inflam ar comprimido periodicamente e rompem o gelo formado.

SISTEMA TÉRMICO
Evita e combate a formação de gelo, aquecendo as partes mais vulneráveis da aeronave, através de resistências elétricas incandescentes ou por meio de fluxos de ar aquecido dos motores.

SISTEMA QUÍMICO
Geralmente tal sistema é usado de maneira preventiva nas hélices, pára-brisas e carburadores, a partir de fluidos anticongelantes constituídos de água e álcool etílico, que tem a capacidade de liqüefazer o gelo formado ou impedir tal formação.

DICAS PARA DIMINUIR OU EVITAR OS EFEITOS DA FORMAÇÃO DE GELO

A)Faça a remoção do gelo que porventura exista sobre a aeronave antes da decolagem;
B)Use de forma correta o sistema antigelo;
C)Evite voar em FL dentro de nuvens com altos índices de precipitação, particularmente entre as faixas de 0 e –20ºC;
D)Emita mensagem de posição com reporte de formação de gelo em seu FL.

PRODUTOS DA NOAA (NATIONAL OCEA’NIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION)

A NOAA disponibiliza na Internet, produtos experimentais mostrando áreas de formação de gelo para os EUA em suas imagens de satélite.
Para a obtenção de tais produtos meteorológicos, pode-se acessar os seguintes sites:
http://orbit-net.nesdis.noaa.gov/arad/fpdt/icg.html e http://www.rap.ucar.edu/weather/satellite.html .
Além das áreas sombreadas de azul claro, mostrando a concentração de nuvens com gotículas de água superesfriadas, também são inseridas as informações dos últimos reportes dos pilotos sobre as imagens, em amarelo e com a seguinte classificação em relação à formação de gelo: 0 = nenhuma; 1 = leve; 2 = leve/moderada; 3 = moderada; 4 = moderada/severa e 5 = severa; as altitudes são plotadas em verde.





 
Figura 50 – Imagem de satélite meteorológico indicando áreas de formação de gelo.
Fonte: http://orbit-net.nesdis.noaa.gov/arad/fpdt/icg.html

Obs.: Deve-se esperar gelo sempre que a aeronave atravessar nebulosidade ou chuva em camadas próximas ou acima do nível de congelamento, normalmente entre 6.000 e 20.000 pés. Em CB em formação, pode ser encontrado gelo severo em alturas ainda mais elevadas. As regiões frontais, cavados, baixas pressões e sobre elevações montanhosas também são áreas muito problemáticas em relação à formação de gelo.

 

Hits: 2269
Comentarios (1)add
...
escrito por joão manuel , Junho 15, 2013
sendo directo, o tema acima é bastante interessante e visa alertar, sensibilizar e referir sobre os operações de aeronaves em condições de formação de gelo e quais os cuidados a ter. Seria mais intressante ainda se fosse adicionado imagens!

report abuse
vote down
vote up
Votes: +0
Escreva seu Comentario
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
smaller | bigger

security image
Escreva os caracteres mostrados


busy
 
< Anterior
 

Informativo

Garantimos que seu email não será publicado nem comercializado.






   
Editor
|
Comercial
|
Marketing
|
Web Designer